em ciência, desenvolvimento pessoal, eletromagnetismo

É um termo muito utilizado na psicanálise e na filosofia que significa o eu de cada um. A principal função do ego é procurar harmonizar os desejos e a realidade. O ego é o defensor da personalidade, pois ele impede que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa. O ego é responsável pela diferenciação que o indivíduo é capaz de realizar entre seus próprios processos interiores e a realidade que se apresenta.

Jung percebeu o ego como o centro da consciência, porém como uma parte menor da personalidade inteira que responde às necessidades de outra, que lhe é superior, o Self. Inicialmente, o ego está fundido com o Self, mas deve se diferenciar dele. Jung descreve uma interdependência dos dois: o Self, que possui uma visão mais holista, é supremo. A função do ego, porém, é confrontar ou satisfazer, conforme o caso, às exigências dessa supremacia.

Para o Zen-budismo, o ego é considerado apenas a noção intelectual, limitada e ilusória que o ser humano tem de si mesmo e do mundo que o cerca: apenas um aspecto temporário do nosso verdadeiro Eu, que poderíamos chamar de “ser integral”. Segundo, essa visão, o ego se confunde com o aspecto egoísta da nossa personalidade, que é insaciável e vive eternamente na busca pela realização de desejos.

Neste sentido, para entendermos melhor como o ego funciona é fundamental conhecermos o cérebro reptiliano . O cérebro reptiliano, ou Complexo R, é uma parte mais profunda e ancestral do nosso cérebro, responsável pela autopreservação. Através da sua ação, o indivíduo não pensa, apenas reage por instinto. Conhecendo o seu funcionamento entende-se praticamente todo o comportamento humano. Pode-se perceber o quanto ele é responsável pela situação da vida de uma pessoa, sejam suas finanças, saúde ou relacionamentos, bem como pelas lutas de poder dentro da sociedade.

O cérebro reptiliano realiciona-se com:

  • Autopreservação: para o cérebro reptiliano tudo é uma questão de sobrevivência do mais forte e mais apto. Ele rege os instintos e as relações de luta/fuga.
  • Autossabotagem: sendo um servo do mecanismo, não aprende com os próprios erros, que é uma função do neocórtex, a parte mais recente e evoluída do cérebro. Portanto, os mesmos erros serão cometidos vezes sem conta. A autossabotagem acontece repetidamente, sempre na mesma situação, seja um cargo, um salário, uma situação de melhoria de vida etc… É por isso que a programação do cérebro reptiliano é feita na infância com total eficiência. Tudo que a criança experienciar será gravado a ferro e fogo em sua mente. Esse comportamento será repetido pela vida a fora, a não ser que seja apagado e substituído por outro mais adequado.
  • Medo: o sentimento dominante do cérebro reptiliano é o medo. Por essa razão, o indivíduo procura a segurança absoluta o tempo todo. Para o cérebro reptiliano o continuum espaço/tempo não existe. Só existe o agora. Portanto, qualquer trauma trazido à memória provoca a mesma relação da primeira vez. Pense no poder que o cérebro reptiliano tem para moldar suas emoções, seus sentimentos e seus comportamentos.
  • Agressividade: por essa razão é tão fácil criar guerras. É lógico que todos procuram o domínio total a todo custo teremos conflitos eternos. É justamente isso que acontece. Enquanto um determinado cérebro reptiliano não consegue o controle absoluto, ele submete o outro. Esta é uma forma de segurança também, enquanto ele não arruma um jeito de derrubar quem está acima dele. É por isso que o superior é sempre cruel e impiedoso, pois sabe que se vacilar o inferior toma o seu lugar.
  • Falta de compaixão: isto é, a insensibilidade com o sofrimento dos demais. Sentir compaixão pela dor alheia é um sinal de evolução, uma função do neocórtex. Já com o cérebro reptiliano ocorre o inverso. Para ele tudo é comida. Pode-se ver isso nos tratamentos cruéis em relação aos animais, mulheres, crianças e pessoas frágeis.
  • A compulsão: vem da necessidade de controlar, possuir, dominar tudo é todos. Essa necessidade nunca é satisfeita porque o medo de não ter o suficiente é inato ao cérebro reptiliano. Portanto, nada é suficiente.
  • A entropia psíquica: acontece quando não controlamos a nossa mente e a deixamos “vagar”. Quando isso acontece, imediatamente aparecem os pensamentos negativos. Isso acontece porque a energia psíquica tem de ser controlada senão decai, isto é, diminui e se desorganiza. Para que haja crescimento tem de haver um foco mental organizador. Temos de controlar nossa mente para não termos pensamentos negativos. Já sabemos que tudo o que pensamos e sentimos nós atraídos. Na verdade, se nós controlarmos a nossa mente (outra função do neocórtex) o cérebro reptiliano perde o controle. Como ele tem pânico de perder o controle, fará de tudo para retomá-lo, isto é, para que você volte a ter pensamentos negativos.
  • Desejo de controle absoluto: o cérebro reptiliano adora controlar tudo. Somente o controle absoluto interessa e é perseguido a todo custo. Isso é algo compulsivo e infinito. Ele ignora que exista algo novo como a Teoria do Caos, que impede o controle absoluto. Da mesma forma o princípio da incerteza de Heisenberg é um pesadelo para o Complexo-R. Ele abomina a indeterminação e as probabilidades da vida, explicadas pela Mecânica Quântica. Daí podemos ter uma ideia de onde vem toda a resistência em entender a Mecânica Quântica. Qualquer informação que coloque em cheque a visão dominante é abolida imediatamente, sem nenhuma análise. Se uma pessoa afirma que a Terra gira em volta do Sol é queimada na fogueira!
  • Controle ideológico: para se ter poder absoluto é preciso controlar tudo. Uma coisa implica na outra. Desta forma qualquer visão do mundo que permita divergência de opinião deve ser abolida. Somente uma única visão do mundo pode existir. Consequentemente, surgem as perseguições políticas, as guerras, a Inquisição, a queima de livros da Biblioteca de Alexandria, da Biblioteca de Atenas, os genocídios, em busca de um único controle e poder absoluto.
  • Ganância: para se ter controle total é preciso possuir tudo. Partes não são suficientes, somente tudo satisfará. Daí vem a insatisfação com qualquer quantia de dinheiro que se ganhe, com as quantidades de comida além do necessário que se come, com as compras compulsivas, etc… Nunca o que se tem é suficiente. E a posse tem de ser sobre tudo e todos. Nada pode ficar fora do alcance. Para se possuir tudo é preciso controlar o território. E cada um marca o território como pode: alguns fazendo xixi no poste, outros com bombas atómicas!
  • Hierarquias: no planeta Terra elas sempre funcionaram muito bem. Isso permite enfrentar outras hierarquias concorrentes. Já viram em algum documentário sobre a vida animal um grupo de crocodilos comendo um boi? Muito instrutivo! Essa necessidade de submeter-se para garantir a segurança permite as guerras e todas as atrocidades que são feitas “apenas cumprindo ordens”.
  • Adoração: da submissão do modelo hierárquico à adoração temos apenas um passo. É uma forma mais eficiente de controlar criando uma adoração do que tendo que insuflar medo o tempo todo. É muito mais económico. Aqui entra também a manutenção do status quo.
  • Superstição: é claro que, para criar uma estrutura assim, só pode haver um tipo de comportamento: a rigidez , sem a possibilidade de nada alternativo ou maleável. Sem permissão para pensar, questionar e analisar é possível implantar qualquer crença ou superstição da maneira mais perfeita possível. Lembram que foi dito que ” uma mentira repetida cem vezes, torna-se verdade”?
  • Tradição: depois de certo tempo, fica mais fácil ainda porque sempre foi feito daquela forma! “É a tradição”, dizem! Lembram-se do experimento dos chimpanzés que espancavam outro chimpanzé simplesmente porque sempre foi feito dessa forma? E se um chimpanzé questionar isso também será espancado. Aqui também entra a visão de que este-mundo-é-tudo-que-existe. Esta visão de mundo dá um sentido de segurança muito agradável para o cérebro reptiliano: ” Só existe o que eu percebo com os meus sentidos. É por isso que eu posso usar telemóveis e não pensar em ondas electromagnéticas, é por isso que posso tirar vantagens dos outros, pois a vida acaba com a morte…” Qualquer mudança no status quo é visto como ameaça e deve ser eliminada ou ignorada. É por isso que a ciência avança funeral após funeral, como disse um físico. O sistema de promoção por idade também é do cérebro reptiliano. Não importa a eficiência do indivíduo e sim a sua idade.
  • Obediência cega: por mais absurdas que sejam as leis, elas devem ser seguidas. Não seguí-las acarretam consequências para os que estão abaixo do Macho Alfa. O cérebro reptiliano sabe identificar isso prontamente. Qualquer tipo de crença pode ser implantada se for suficientemente repetida. A história está repleta desses exemplos o tempo todo. Ela funciona em função de todas as características explicadas acima. Da mesma forma qualquer cultura pode ser implantada facilmente. Basta ter os meios de divulgar o que quer que seja.
  • Traumas sexuais: toda questão sexual é controlada pelo cérebro reptiliano, portanto, tudo que se diz respeito à sexo tem uma importância transcendental na nossa sociedade. Porque é pelo sexo que se programa facilmente o cérebro reptiliano. Toda lavagem cerebral feita dessa forma é extremamente eficaz.

Em vista disso o que fazer? Queremos ser livres ou não? Queremos evolução ou não? É simples escapar de tudo isso que foi explicado acima, é necessário apenas uma simples mudança de consciência. A consciência cria a realidade. Mudando a consciência mudamos a realidade. Nenhum ato físico é preciso, só mudar a visão do mundo. É uma mudança puramente interna. Basta trocar o paradigma, expandir a consciência do que é realidade. Dessa forma é possível diminuir e anular o controle do cérebro reptiliano. Ele pode ser transmutado totalmente. Quando a pessoa atinge o nível de consciência de união com o Todo, ela está livre do cérebro reptiliano.

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